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A cultura orleanense teve sua origem nos fundadores de Orleans de etnia portuguesa, dita brasileira, formada pelos primeiros moradores da cidade. Foram eles , os portugueses e brasileiros , que, por sua formação e conhecimentos necessários aos cargos que vinham aqui exercer, deram os primeiros passos para o desenvolvimento cultural de Orleans.  Eram escrivães, professores, médicos, padres, comerciantes, guarda livros, tipógrafos, farmacêuticos, vendedores, escriturários e funcionários do governo nos correios, coletorias, prefeitura e outras instituições. Pessoas com uma vivência cultural maior , adquirida em suas cidades de origem: Tubarão, Laguna, Florianópolis, e até algumas do Rio de Janeiro, que traziam,  por força de sua atuação profissional prática, a melhoria dos conhecimentos básicos da população urbana de Orleans. Os costumes sociais, as festas de casamentos, as danças, a música, o ensino, as solenidades religiosas e as comidas foram se desenvolvendo com base no conhecimento daqueles primeiros moradores. As  mudanças na cultura local promoviam um melhor modelo de vida. A igreja fazia suas festas, envolvia os cidadãos em programações religiosas, como: batismo, primeiras comunhões, procissões e missas solenes. As escolas procediam reuniões cívicas e culturais entre pais, professores e alunos. Os professores  contribuíam também fora das escolas,  pois participavam ativamente das atividades sociais, políticas e religiosas, com toda a comunidade. Os jornais, que desde 1915 foram editados em nossa cidade , além de repassarem as informações mais importantes do contexto nacional, e até mesmo mundial, mantinham a população informada dos acontecimentos locais, disseminando desta forma a cultura geral na gente orleanense. O cinema foi importante precursor da cultura orleanense , afinal, ampliava os conhecimentos de cada pessoa que o freqüentava, que era , por sua vez, responsável  pela formação da opinião dos demais moradores da cidade. Após muitos anos começaram a chegar algumas contribuições de imigrantes de outras etnias, à medida que vinham morar  na cidade.  

 

 

 

 

 

Os letos contribuíram na música e na religião com atenção sempre mais voltada para a sua própria comunidade. Os alemães, por sua vez, em face do pequeno número de componentes,  pouco tinham a acrescentar, senão na música e na religião que professavam. Os poloneses pouco acrescentaram, até mesmo pela dificuldade de comunicação com os demais imigrantes. Os italianos  contribuíram  na comida típica,  nos costumes domésticos e na música popular. Mas  pouco,  também,  trouxeram da Itália,  de onde saíram numa época de muita crise e de regiões nada desenvolvidas. Nos últimos cinqüenta anos, com a evolução da comunicação: imprensa escrita, televisão e internet,  os descendentes dos imigrantes europeus, de um modo geral,  tomaram conhecimento de seus costumes e de suas culturas,   colocando-as em prática através de grupos de danças, corais , ensinamento da língua, gastronomia e roupas em geral. Ponto de referencia para que visita Orleans é o munumento em homenagem aos imigrantes existente na Praça Celso Ramos. A Obra presente homenagesar a todos os que contribuíram com a cultura e do desenvlvimento de Orleans. Os letos contribuíram na música e na religião com atenção sempre mais voltada para a sua própria comunidade.   Os alemães, por sua vez, em face do pequeno número de componentes,  pouco tinham a acrescentar, senão na música e na religião que professavam. Os poloneses, até mesmo pela dificuldade de comunicação com os demais imigrantes. Os italianos  contribuíram  na comida típica,  nos costumes domésticos e na música popular. 

 

 

 

 

O desenvolvimento do ensino em Orleans foi o grande responsável  pela evolução da cultura. Graças aos professores foi implantado um modelo cultural que veio se aperfeiçoando ao longo dos últimos 40 anos. O Grupo Escolar Costa Carneiro, como estabelecimento de ensino,  desencadeou o processo educacional e cultural de Orleans. Com o seu funcionamento vários e competentes professores vieram de diversos pontos do país, que, com suas experiências, repassavam para os alunos,  e para a comunidade como um todo, o potencial de cultura  que dispunham, adquirido em suas respectivas cidades de origem. O funcionamento da Comarca, praticamente a partir da década de 40, veio colaborar de modo bastante significativo, através de juízes, promotores, escrivães e advogados, que passaram a residir em Orleans e conviver com seu povo.  Não eram somente os seus conhecimentos, mas também os de suas  esposas, quase sempre, dotadas de relativa cultura.  Todos estes repassavam para a sociedade as suas experiências vividas em outras regiões. Os médicos e os funcionários públicos mais graduados também contribuíram muito com a cultura de Orleans. Mais tarde , também os filhos de Orleans,  saíam para estudar,  e retornavam com um cabedal de cultura  mais atualizado que repassavam para as suas famílias e para a sociedade. Neste contexto destacam-se os professores, que desde o início da década de 50, deixavam Orleans para se prepararem em Tubarão, Laguna e Florianópolis.  

 

 

 

 

A consolidação, contudo, bem como o conceito de "terra da cultura" que se conseguiu para Orleans, deve-se primeiramente ao Pe. João Leonir Dall´Alba com a fundação  da FEBAVE - Fundação Educacional Barriga Verde e a criação de entidades ligadas à cultura, como o Conselho Municipal de Cultura e a Academia Orleanense de Letras.  Nova transformação se deu a partir daí, quer  com a vinda de novos professores, quer: com a especialização dos que aqui atuavam. As bibliotecas, notadamente as localizadas nos estabelecimentos de ensino, foram disseminando o gosto pela leitura,  esta  importante fonte de cultura.    Internamente o município implantou a Semana de Orleans, hoje FECOR- Festa da Cultura - realizada todo o mês de agosto,  por ocasião do aniversário do município. Nestas ocasiões são realizados concursos literários e musicais, bem como as gincanas, exposições, lançamentos de livros e outros eventos  já consagrados pela população.  

 

 

 

 

O Museu ao Ar Livre de Orleans, constitui hoje um referencial da cultura orleanense e da região sul do estado, pela importância de seu acervo que na verdade resgata todas as fases da colonização. Idealizado em 1974 pelo Pe. João Leonir Dall´Alba, do Seminário São José, por ocasião da catastrófica enchente de 23 de março daquele ano. A destruição causada pela enchente, inviabilizou a maior parte das indústrias rurais que ainda funcionavam movida a força hidráulica e animal. A reconstrução daquelas unidades, engenhos, atafonas e serrarias, ocorreria com base em recursos de um outro estágio tecnológico – a energia elétrica. Pouco sobraria, como na verdade ocorreu, daquelas unidades tradicionais movidas a boi ou por rodas d´agua alimentadas pelos açudes. Havia necessidade de uma ação imediata e de certa envergadura. O que realmente aconteceu: foi inaugurado a 30 de agosto de 1980. Acham-se instaladas no Museu as seguintes unidades: salão comunitário, capela, engenho de farinha de mandioca, estrebaria, casa do colono, cantina de vinho, galpão dos meios de transporte, engenho de açúcar, alambique, olaria, serraria, marcenaria, oficinas artesanais, atafona para moagem de milho, descascador de arroz, moagem de cereais, ferraria, monjolo simples e monjolo de quatro pilões. Os engenhos são movidos por rodas d´agua alimentadas por um belo açude e por tração animal. No processo de construção do museu esteve sempre presente a preocupação de respeitar as técnicas construtivas tradicionais. A distribuição das unidades foi feita de modo a permitir uma visitação proveitosa e uma boa visualização do conjunto. Nem tudo foi doado, como nem tudo foi comprado, a verdade é que a soma dos esforços, a captação de recursos e o enorme volume de peças conseguidas por doação permitiram a concretização deste empreendimento que é ainda hoje único na América Latina e um dos raros existentes no mundo. A compra de engenhos se fez necessária porque o objetivo era, acima de tudo, instalar no museu unidades que funcionassem, como de fato vem ocorrendo até os nossos dias com ligeiros reparos. Foram plantadas espécies já ameaçadas de extinção que fazem parte de nossa flora. Arvores frutíferas e bastante flores são facilmente encontradas na área, nas respectivas épocas de produção.

 

 

 

 

Também tem a mão do Pe. João Leonir Dall´Alba a concretização das esculturas feitas no paredão de passagem da estrada de ferro margeando o Rio Tubarão, no centro da cidade. Foram conseguidos recursos de áreas governamentais para pagamento dos trabalhos profissionais ali executados. O planejamento das esculturas é do escultor orleanense José Fernandes, o “Zé Diabo”. Foram gravados naquela encosta belíssimos painéis representativos de passagens bíblicas. Trata-se de um conjunto de muita beleza e arte com visitação permanente de bom número de viajantes, estudantes e turistas. É alvo também de excelentes reportagens nos jornais, revistas e televisões. Trata-se de uma interessante obra que projeta Orleans no cenário cultural , turístico nacional e sul americano. Segundo Zé Diabo seu projeto é bem maior.   

 

 

 

 

Nasceu na cidade de Orleans a 4 de Janeirode1896, filho do comerciante e político Antônio Gomes de Carvalho que foi Presidente do 1º. Conselho Municipal quando da fundação do município em 1913.
Tito Carvalho iniciou o primário em Orleans em 1903, seguindo em 1908 para o colégio em Laguna para logo depois ir para o colégio Catarinense em Florianópolis. Em 1911 já publicou suas primeiras histórias no jornal Fiscal em Tubarão e em o Albor em Laguna. Em 1912 prestou concurso e ingressou na estrada de ferro como telegrafista. Em 1914 trabalhou na Contabilidade na estrada de ferro em Tubarão. Segue em 1917 para São Joaquim, já casado com Dona Lorena Pereira Cascaes. Em São Joaquim abre em companhia de Gil Brasil um escritório de Advocacia. Lá publicou “ Bulha d’Arroio seu primeiro livro no jornal que fundou “Correio Serrano”. Como jornalista emérito dirigiu e foi redator de diversos jornais no sul do estado, em Florianópolis e também no Rio de Janeiro, quando capital da república.
Quando ingressou em 15 de fevereiro de 1924 na Academia Catarinense de Letras foi assim saudado por Barreiros Filho: Tolerai , portanto , o abuso de uma imagem faceta. Sinto-me para convosco assim coisa como um CHANTECLER, que, se não fez nascer o Sol, todavia o anunciou, e ora lhe vem cantar à clara ascensão de estrela.
Como cronista parlamentar da Câmara e do Senado participou de diversas Conferências pan-americanas no Brasil e na Colômbia de 1946 a 1948.
No Rio de Janeiro, enquanto cronista parlamentar escrevia para jornais da porte da Tribuna da Imprensa e Jornal do Comércio. Em 1956 retornou para Florianópolis onde exerceu a direção do Jornal “Diário da Tarde”, da Biblioteca Pública do Estado. Em 1963 publica o livro “Vida Salobra” que a exemplo de “Bulha d´Arroio”. Nestas obras Tito Carvalho transportou com originalidade o linguajar regionalista do serrano
joaquinense e lageano, com suas especiais características. Suas crônicas sobre nossa Orleans , registradas em Gente do meu Caminho, demonstram muito bem o seu amor a terra natal.
Ainda jovem em Orleans já escrevia crônicas nos jornais locais, tendo fundado juntamente com seu cunhado, Godofredo Marques, a Gazeta Orleanense em 7 de fevereiro de 1915. Destacou-se como jornalista e em suas crônicas sempre destacava a terra natal contando fatos pitorescos de orleans. Era um apaixonado por Orleans.
Destaque entre os orleanenses descendentes de portugueses já de muitas gerações desenvolvidas no Estado de Santa Catarina, Tito Carvalho, nasceu em nossa cidade aos 4 de janeiro de 1896, filho do comerciante Antônio Gomes de Carvalho , primeiro Presidente do Conselho Municipal quando da criação do município em 1913. Tito Carvalho como Poeta e Escritor soube levar o nome de nossa terra para âmbito estadual e nacional não somente com sua produção literária em crônicas produzidas em diversos jornais de que participou como redator e diretor.
Assim que Orleans se fez distrito em 1888 até 1913, continuou dominada pela estrutura da empresa colonizadora Grão Pará , uma vez que quase tudo lhe pertencia em matéria de terrenos urbanos e rurais.
Politicamente tudo dependia da Prefeitura de Tubarão. Mesmo que as atividades particulares fossem pouco a pouco absorvidas por particulares, boa parte deles dependiam ou funcionavam melhor com o apoio da empresa. Nos anos 90, do século XIX, chegavam a Orleans os chamados “nacionais” ou descendentes de portugueses, vindos de Tubarão e Laguna.
Dentre as tantas famílias vindas naquela época, hoje vamos destacar a de Antônio Gomes de Carvalho, próspero comerciante vindo de Tubarão, instalando-se no centro da cidade nas imediações do prédio da Empresa , Hotel Brasil e Prefeitura. Além de próspero comerciante, Antônio Gomes de Carvalho teve participação ativa na política Orleanense
principalmente quando da emancipação do município , em 30/8/1913. A partir de então Orleans passou a ter o seu próprio comando Foi o primeiro Presidente do Conselho Municipal, equivalente hoje a Presidente
da Câmara Municipal e seu nome foi cogitado para primeiro Prefeito de Orleans.
Além de próspero comerciante e influente político Antônio Gomes de Carvalho era pai de Tito Carvalho que aqui nasceu em 4 de janeiro de 1896, um do mais ilustres e cultos filhos de nossa terra. Por onde andou destacou-se como jornalista e escritor, sempre reverenciando sua terra natal a ela atribuindo os mais belos encantos. Tito Carvalho deixou sua marca em Orleans onde, juntamente com seu cunhado Godofredo Marques, fundaram em 1915 a Gazeta Orleanense, o primeiro Jornal de Orleans. Também em Laguna os dois fundaram um Jornal. Nesta fase inicial de sua carreira escreveu também para outros jornais da região.
Após esse período transferiu-se para Florianópolis onde dirigiu a “República” e o “Diário da Tarde”, além de participar da equipe da redação de “O Estado” e “Dia e Noite”.

 

 

 

 

Uma entidade criada em 7 de setembro de 1981, com o lema “Escrever Sempre”. Conta com quinze cadeiras, das quais doze estão ocupadas pelos acadêmicos Aida Salvador, Ângela Aparecida Ricardo Souza, Antônio João Tavares, Arlete Dimon, Celso de Oliveira Souza, Fernando Monteiro Balthazar (Presidente), Leda Coan, Luiz Carminati, Márcio Luiz Dalazen, Roseli Comeli Baggio Ferreira, Sueli Teresa Mazzuco Mazzurana e Valdemar Muraro Mazzurana. A  Academia tem buscado difundir a literatura no cenário regional através da publicação de coletâneas, de autoria dos acadêmicos, enumerando-se os livros Alfa (1983), Beta (1984), Gama(1985), Delta (1987), Épsilon (1992), Dzeta (1993), Eta (1994), Theta (1995) Iota (1996) Capa (1998), e Lambda (2000), além de várias outras obras de autorias individuais. A pujante produção literária de Orleans e o apego de sua gente às causas culturais, tornaram possível a criação desta associação de escritores, que exercitam a arte de escrever através de poesias, contos e crônicas.

 

 

 

 

Orleans é conhecida como terra da cultura e para justificar boa parte desta fama tem diversos livros publicados por orleanenses sobre os mais variados temas, boa parte relativa a sua história. Eis alguns:

 

  • Pioneiro nas Terras dos Condes - 1971 -Pe.João Dall´Alba
  • O Vale do Braço do Norte - 1973 - Pe. João Dall´Alba
  • No Bunker - 1982 - Valdemar Muraro Mazzurana
  • Tempo de Querer - 1982 - Sueli Tereza Mazuco Mazzurana
  • Colonos e Mineiros no Grande Orleans - 1986 - Pe. João Dall´Alba
  • Orleans em Dados - Diversos - 1984
  • Vivências e Recordações - 1989 - Jayme Mazon
  • Rio Maior - 1989 - Valdemar Muraro Mazzurana
  • Os Jesuítas - 1989 - Valdemar Muraro Mazzurana
  • O Tesouro do Morro da Igreja - 1994 - Pe. João
  • Poemas de Idade Média - 1993 - Fernanda Mazzucco Mazzurana
  • Como Diria Chico Pedra - 1994 - João Valério Bússulo
  • Stòrie di Brenta - 1996 - Valdemar Muraro Mazzurana
  • A Primeira Hidrelétrica do Sul de SC - 1997 - Celso de Oliveira Souza
  • Orleans 2000 - História e Desenvolvimento - 1998 - Jucely Lottin
  • Manifestações - 1998 - Luiz Carminati
  • Causos e Coisas de Orleans – 2000- Jucely Lottin

 

 

 

Pioneiros nas Terras dos Condes- 1971 -Pe.João Dall´Alba

Este livro representa na verdade a grande revelação sobre a história de Orleans, até então desconhecida. Foi o Padre João Dall´Alba quem redescobriu Orleans sem nenhuma dúvida. Através do arquivo que conseguiu juntar no porão da casa da Empresa Grão Pará organizou toda a documentação de onde tirou as informações sobre a colonização de nossa terra.

 

 

 

O Vale do Braço do Norte 1973 - Pe. João Dall´Alba

Mesmo se tratando de um trabalho exclusivamente sobre a colonização alemã em toda a extensão do Rio Braço do Norte, este livro destaca a parte referente a Orleans no que se refere aos alemães. O trabalho se refere a aqueles que povoaram a Taipa e o Lado da União bem como toda a margem direita do Rio Braço do Norte até sua foz no rio Tubarão.

 

 

 

No Bunker – 1982 Valdemar Muraro Mazzurana

Obra de ficção científica, aborda o problema do armamento e da guerra atômica. Algumas pessoas se salvam e vivem em um bunker, onde as condições de vida são artificiais e dependem de decisãoes imediatas. Obra de ficção científica, aborda o

 

 

 

Tempo de Querer - 1982 Sueli Tereza Mazzuco Mazurana

Livro de Poemas, traz a produção literária da primeira fase da autora, que se detém em abordar temas de sua cidade, seu dia-a-dia, as pessoas que circulam pelas ruas. datas e fatos marcantes da cidade de Orleans. Seu estilo é moderno, fluente, leve, e contém um apurado senso poético, capaz de transformar qualquer situação dando-lhe sabor de poesia.

 

 

 

Colonos e Mineiros do Grande Orleans - 1986 Pe. João Dall´Alba

Apresenta , separadamente as informações dos municípios de Grão Pará, Rio Fortuna, Santa Rosa, Braço do Norte, São Ludgero, Orleans e Lauro Müller, todos desmembrados da Colônia Grão Pará. Especificamente sobre Orleans, traz com riqueza de detalhes revelações inéditas sobre a cidade, seus costumes, sua cultura e sua política. É quase uma enciclopédia de nossa região.

 

 

 

Orleans em Dados - 1984 - Diversos

Publicado por ocasião do Centenário da Colonização de Orleans e um conjunto de informações históricas e estatísticas, muito bem coletado por uma equipe comandada por Terezinha Debiasi Carminati. Além do pessoal da Prefeitura, que editou o livro, dele participaram representantes das mais diversas entidades de Orleans. Publicação de consulta permanente deveria ser atualizada , pelo menos , a cada 10 anos. Mesmo assim as séries históricas dos dados que apresenta são bastante úteis, principalmente no ensino.

 

 

 

Vivências e Recordações - 1989 - Jayme Mazon

Um dos mais brilhantes orleanenses, com várias obras técnicas publicadas, conhecidas pela comunidade científica mundial, nosso conterrâneo Jayme Mazon descreve fatos do cotidiano de sua juventude, desde a nossa Brusque, passando por Orleans e indo até Laguna, onde fez o ginásio. Para completar esta avaliação singela que fizemos sobre o autor, acrescentamos o que disse o Dr. Paul Carneiro no prefácio da obra.
“As incursões do doublé de cientista-escritor, autor deste livro, dão-lhe um lugar de realce entre os intelectuais modernos, sendo de destacar a valiosa contribuição à cultura que é a sua obra sobre
Dante, traçando caminhos seguros para a interpretação e a compreensão da Divina Comédia, do imortal poeta florentino”.

 

 

 

Rio Maior - 1989 - Valdemar Muraro Mazzurana

O livro caracteriza os imigrantes oriundo da localidade de Casso (Friuli-Itália) que se estabeleceram no Município de Urussanga, na localidade de Rio Maior, em 1878. Registra seus valores culturais, o processo de seu desenvolvimento econômico, as dificuldades e a luta pela sobrevivência, a religião e a escola. Dá ênfase ao processo de migração para outras localidades, bem como expõe reflexos do processo de nacionalização que existiu após a Primeira Guerra Mundial e nos anos do Estado Novo, com Getúlio Vargas. Na parte final do livro encontram-se as genealogias das principais famílias de Rio Maior: Mazzucco, De Lorenzi, Manarin, Barzan, Giordani, Tezza, Pilon, Fabro e De Nez.

 

 

 

Os Jesuítas - 1989 - Valdemar Muraro Mazzurana

Novela literária que explora os mitos da Serra e as grutas por onde caminham as incertezas humanas. “Com esta novela de re-construção de um Passado-Serra-Acima e de um Presenta-Serra-Abaixo, Valdemar Mazurana inscreve na memória do Espaço e do Tempo Catarinense uma narrativa cujo texto salta do Passado das terras para se instalar nas grutas do Presente de cada um de nós” (Celestino Sachet).

 

 

 

O Tesouro do Morro da Igreja - 1989- Pe. João

Através de vários depoimentos e de um razoável volume de pesquisa, o Pe. João misturou bastante história com uma boa dose de ficção para contar-nos sobre um fabuloso tesouro (mina de prata) escondido na serra.
Nos depoimentos, alguns com certo exagero, se observa como há gente que acredita e põe fé em assuntos desta natureza. O pe. João avaliou que há um certo fundamento mas deixa a conclusão a critério dos leitores.

 

 

 

Poemas de Idade Média - 1993- Fernanda Mazzucco Mazzurana

Livro de poemas escritos na adolescência e publicados nos 15 anos da autora. Os poemas são agrupados em “Inquietudes”, “Desencantos”, “Amores” e “Esperanças”. São temas leves, brincadeiras com as palavras que expressam os sentimentos de uma adolescente. Considerando-se o meio em que a poetisa nasceu e cresceu e considerando-se que desenvolve desde pequena trabalhos culturais, como recitais de poemas e peças teatrais... é fácil justificar o porquê de ter escolhido, como presente de seus quinze anos, a edição de seu primeiro livro de poemas.

 

 

 

Como Diria Xico Pedra - 1994- José Valério Bussolo

O autor, de saudosa memória, deixou esta bela contribuição para a literatura orleanense, narrando fatos pitorescos de nossa cidade e da comunidade em que viveu por tão pouco tempo.
Os fatos narrados contribuem para no futuro ou até mesmo a partir de agora se avalie o nosso cotidiano ao longo da história. Um obra de leitura muito agradável, seus personagens foram
identificados com pseudônimos , apesar da veracidade dos fatos.

 

 

 

Stòrie di Brenta - 1996- Valdemar Muraro Mazzurana

O livro contém 30 histórias escritas em dialeto, colhidas no município de Urussanga, principalmente na localidade de Rio Maior. As histórias se baseiam geralmente em fatos reais ocorridos principalmente com os imigrantes e os filhos de imigrantes. Registram tragédias, dificuldades dos imigrantes em contacto com a natureza adversa, ataques de bugres, ameaças de animais, prejuízos que estes causavam.  Registram também o modo de viver dos colonizadores da região e o desenvolvimento das colônias e reflexos da vida política do Brasil.. O autor utiliza o materias pesquisado transformando-o, dando-lhe uma coloração tragicômico-literária. Em “Observações”, no início do livro, são dadas orientações para facilitar o leitura. No final, um glossário ajuda a compreensão dos textos. Apresentação de Euclides Antônio Lazzarotto e ilustrações de Reny Tezza.

 

 

 

A Primeira Hidrelétrica do Sul de Santa Catarina – 1997 – Celso O. Souza

Trata-se de um trabalho de pesquisa e entrevistas que retrata a história de primeira usina elétrica do sul catarinense. Demonstra o tipo de usina implantada (hidrelétrica), aproveitando a força gerada pelo Rio
Tubarão, bem como de sua distribuição para a cidade de Orleans e distrito de Lauro Müller. A história não se limita ao período da usina mas relata os pormenores da conquista da energia da CELESC após a enchente de 1974. O depoimento o ex- Prefeito Francisco Zomer, que é parte integrante do livro, relata com pormenores os detalhes da grande transformação.

 

 

 

Manifestações – 1998 - Luiz Carminati

Um belíssimo livro com 314 páginas, contendo duzentos trabalhos entre poemas, crônicas, mensagens pensamentos, além das sessenta e seis ilustrações dos artistas plásticos de Orleans, entre fotografias , óleos, acrílicos, artesanato e escultura. É uma expressão legítima da cultura catarinense, e que se enquadra dentro da Literatura Brasileira. O autor homenageia Willy Zumblick, um dos artistas plásticos mais importantes do Brasil, expondo na capa um de seus trabalhos doados ao autor: "A Mão do Poeta"- 1983.

Luiz Carminati selecionou nesta obra, duas centenas dentre seus milhares de trabalhos literários, e pela diversificação dos temas tratados o leitor terá uma obra que se transformou na história contemporânea de Orleans e região, apresentada em versos e crônicas.

"MANIFESTAÇÕES" está classificado e homenageado em sete grandes temas"...Ecológicas, que trata das questões do meio ambiente em toda sua abrangência; ...Homenagísticas, trata de valores e personalidades da vida local e regional; ...Históricas, retrata fatos e temas locais, regionais e nacionais; ...Folclóricas, uma viagem nas mais diferentes formas de expressão cultural do povo e ...Poéticas, para firmar o conteúdo principal de "Manifestações".

Ao ler esta obra, você terá Orleans sob sete ângulos diferentes, além de conhecer o estilo literário do autor que contempla a todas as camadas culturais.

 

E-mail do Autor: carminati@carminati.com.br

Caixa Postal 01 - CEP 88870-000 - Orleans 

 

 

 

Orleans 2000 – História e Desenvolvimento – 1998 – Jucely Lottin

Na verdade muito da história ali publicada o Pe. João relatou em seus livros, foi feita a ordenação dos assuntos dentro de uma nova conjuntura, limitando os dados ao atual território do município.
Logicamente que muita coisa foi acrescentada, desde um volume de mais de 2000 nomes de pessoas recenseadas em 1896 até a história completa das administrações municipais. Fatos novos foram tratados de forma mais completa como a verdadeira história do nome do Hospital Santa Otília, o projeto original da Igreja Matriz com duas torres, a viagem do Conde d´Eu a Grão Pará. Maiores informações foram conseguidas sobre os segmentos social, econômico, cultural, educacional e político.
Finalmente, sobre a colonização, se conseguiu também maiores informações dos imigrantes como foi o caso dos italianos do Tirol, vindos de Ala no Trento. Trata-se de mais um trabalho que vem encorpar o volume de
informações sobre esta inesgotável fonte que é a nossa História e Desenvolvimento.

 

 

 

Causos e Coisas e Orleans 2.000 – Jucely Lottin

Além de um livro de Causos pitorescos da vida política e social de Orleans, o autor traz fatos, alguns inéditos , que evidenciam de certa forma aspectos da própria história de Orleans.
Trata-se de uma viagem ao passado que revela a Orleans alegre e festiva de antigamente, onde Orleanenses conviviam em grupos que por vezes se degladiavam nas campanhas políticas e por outras estavam unidas entre correntes na defesa de clubes sociais e blocos carnavalescos.

problema do armamento e da g

uerra atômica. Algumas pessoas se salvam e vivem e

 

 

A Gazeta Orleanense
Lançado em 7/2/l915 este foi o primeiro Jornal em Orleans: dirigida por Godofredo Marques que na época era também Secretário da Prefeitura Municipal. A Gazeta Orleanense foi também dirigida por nosso conterrâneo escritor Tito Carvalho e funcionou até 1920.

 

A Imprensa
Nasceu em 1919 também dirigida por Godofredo Marques e teve duração de 2 anos.

 

A Luz
Fundado e dirigido por Luiz Evaristo Nunes funcionou de 1920 a 1922 .

 

Direito
Fundado e dirigia no período de 1926/1927 por José Hülse

 

O correio
Criado pelos jornalistas Hermínio de Menezes e Hermínio de Menezes Filho, funcionou no período 1927/1930.Foi o jornal de mais longa duração em Orleans O nº. 1 foi editado em 14/9/1927 , alcançando em 1930 o nº 110. Editaram ainda em 1931 cerca de 10 exemplares.

 

Folha do Sul
Fundado por Menezes Filho funcionou somente em 1930

 

Folha da Semana
Este jornal foi fundado em 29/11/96 e vem funcionando regularmente, dando cobertura principalmente ao município de Orleans e com alguns destaques dos municípios vizinhos. Tem a direção de Soraya Curcio Librelato.

 

 

 

 

 

Sociedade Rádio Guarujá de Orleans, fundada em 31/01/1961, AM , freqüência de 960 Khz e 5000 watts de potência.

 

Rádio FM Luz e Vida, começou a funcionar a 13 de outubro de 1989.

 

 

 

  • Conselho Municipal de Cultura;
  • Associação Coral Hermelina Pfützenreuter;
  • Associação de Incentivo à Cultura Italiana;
  • Escola de Língua e Cultura Italiana;
  • Coral Infantil Vadico;
  • Coral Italiano Stelle Alpine;
  • Grupo Musical Seresteiros da Colina;
  • Banda Estrela do Oriente;
  • Associação de Incentivo à Cultura Italiana;
  • Associação Coral Hermelinda Pfützenreuter;
  • Escola de Língua e Cultura Italiana;
  • Coral Infantil Vadico;
  • Coral Italiano Stelle Alpine;
  • Coral dos Pequenos Colibris;
  • Coral Santa Otília (visitar site);
  • Grupo Musical Seresteiros da Colina;
  • Conselho Municipal de Cultura.

 


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