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Privilegiada por sua situação;
entre o Mar , as
Termas , a Serra
do Rio do Rastro e o Planalto Serrano,
é uma cidade de colonização italiana,
que se destaca entre um complexo de cultura originada também por
outras etnias, como: alemã, polonesa , leta e portuguesa.
Acham-se instaladas no Museu as
seguintes unidades: salão
comunitário, capela, engenho de farinha de mandioca, estrebaria, casa do
colono, cantina de vinho, galpão dos meios de transporte, engenho de açúcar,
alambique, olaria, serraria, marcenaria, oficinas artesanais, atafona para
moagem de milho, descascador de arroz, moagem de cereais, ferraria, monjolo
simples e monjolo de quatro pilões.
Os engenhos são movidos por rodas d´água alimentadas por um belo açude e
por tração animal. No processo de construção do museu esteve sempre presente
a preocupação de respeitar as técnicas construtivas tradicionais. A distribuição
das unidades foi feita de modo a permitir uma visitação proveitosa e uma boa
visualização do conjunto. Nem tudo foi doado, como nem tudo foi comprado. A verdade é que a soma dos esforços, a captação de recursos e o enorme volume de peças conseguidas por doação permitiram a concretização deste empreendimento que é ainda hoje único na América Latina, e um dos raros existentes no mundo. A compra de engenhos se fez necessária porque o objetivo era, acima de tudo, instalar no museu unidades que funcionassem, como de fato vem ocorrendo até os nossos dias com ligeiros reparos. Foram plantadas espécies já ameaçadas de extinção que fazem parte de nossa flora. Arvores frutíferas e bastante flores são facilmente encontradas na área, nas respectivas épocas de produção.
A
nossa Matriz Santa Otília é
uma obra que se destaca entre as principais igrejas do estado. Sua
construção foi iniciada em 1922 e por longo tempo ficou sem a torre. Sua
conclusão se deu em 24 de Janeiro de 1960.
O
município é contornado no lado Oeste pela Serra Geral
, despontando na parte norte, no limite inter municipal com Bom Jardim da
Serra e Urubici, mas em território Orleanense o famoso Morro da Igreja, com 1822 metros de altitude, Pico mais alto do
Estado de Santa Catarina. No local se acha instalada a torre de controle
aéreo do Sindacta que norteia os vôos em toda a região Sul do País.
"Sobre esses dois belíssimos acidentes geográficos: Morro da Igreja e Janela Furada existem, há mais de 3 séculos muitas lendas e até mesmo registros oficiais sobre a existência de mina de prata ou de um provável Tesouro nas imediações onde os padres Jesuítas teriam depositado grande grandes quantidade de peças em ouro, prata e pedras preciosas." O livro
O
TESOURO DO MORRO DA IGREJA, editado
pelo Pe. João Leonir Dall´Alba em 1994, transcreve
além de depoimentos de pessoas que se envolveram em buscas e delas
tiveram conhecimento, e documentos oficiais de mais de 200 anos. |
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